Este amor é especial e único. Como todos os outros, aliás. Mas este também é um sobrinho especial, não posso negar. Filho do meu irmão e o bebé com mais potencial que há memória. Fica por ser inventado alguém que sorria tão livremente, aprenda com a mesma velocidade e seja tão absolutamente tranquilo quanto ele. Este miúdo deixa-me saudades à séria. Pedimos muito a Deus pela vida deste minorca espertalhão, que é tão, tão docinho.
30.12.14
Desígnios



Não temos estabilidade, não temos filhos e não temos uma casa ou carro nossos, mas somos tão abençoados. Deus chamou-nos a depender somente Dele e esse tem sido o nosso percurso. Esta maravilhosa {e desafiante} caminhada, tem-nos feito testemunhar bonitos milagres e verdadeiras provas do Seu amor. E por entre a gratidão e a ansiedade, vamos aprendendo a ser felizes com aquilo que vem das Suas bondosas mãos. A maior atrapalhação é tão simplesmente a nossa condição limitada, mas pensar que nada disto muda o amor que Ele nos tem é realmente reconfortante.
25.11.14
17.11.14
Das provas.
Obrigo-me a manter estas palavras no pensamento e a semeá-las no coração. E como é difícil enraizá-las a sério, não deixando margem a receios.
"Perseverança no meio das provações, segundo o exemplo de Cristo
Portanto nós, também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado, que tão de perto nos rodeia, e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta. Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à dextra do trono de Deus." Hebreus 12. 1-2
4.11.14
Onde estou mesmo? II
Sobrinhos. Presentes de Deus, assim como os filhos. Sempre encarei a responsabilidade de tia como algo sério, que me deve comprometer a ser melhor e a dar o que de melhor tenho. Não só enquanto figura exemplar, mas também como figura presente, com tudo o que isso implica. Enquanto estivemos longe foi um desafio complicado e, por vezes, bem doloroso. Quando partimos para Berlim tínhamos dois sobrinhos, dos quais um mal conhecíamos. Regressámos com quatro. As bênçãos têm crescido na nossa família e, enquanto não contribuímos nós próprios para o alargamento destas bênçãos, empenhamo-nos na divertida e importante tarefa de tios. O privilégio de acompanhar a graça do Senhor que se manifesta de formas incríveis em seres tão pequeninos. Aquele cuidado e amor especial pelas crianças que Deus promete. Porque não incorporar em nós este amor pelas crianças que Deus trouxe à nossa família?
Nesta matéria de tios e sobrinhos, não vejo coisa melhor que orar por eles, dia após dia; vê-los crescer assustadoramente rápido; brincar com eles até à exaustão; aparvalhar e rir até cair para o lado; ouvir-lhes o choro ou a gargalhada contagiante; abraçá-los, esmagá-los e afins; deliciar-me a observá-los; alegrar-me com eles quando cumprem uma tarefa; ler-lhes os trabalhos de casa, as histórias encantadas ou apanhar-lhes os brinquedos. Ser tia está longe de se resumir a isto, mas agradeço a Deus cada bocadinho. Perdi vários momentos importantes na vida deles e só Deus sabe que outros momentos nos deixará presenciar. Mas por agora, encontrei outra âncora.
Onde estou mesmo?
Chegámos há dois dias. Ainda tenho o pensamento pelas ruas de Berlim, o coração na casinha que lá deixámos e os ouvidos naquela língua áspera (mas já relativamente familiar). Ouvir o português pelas ruas nunca me soou tão estranho e não ter constrangimentos linguísticos nunca me pareceu tão fantástico. A sensação é a de que não há nenhuma dificuldade que seja realmente intransponível! A falar é que as pessoas se entendem, já diziam.
Em contrapartida, não é fácil baixar a guarda até porque me parece que, a qualquer momento, tudo volta ao normal. Esta simplicidade que de repente se nos apresenta, desperta em mim um estado de alerta, à espera do resto que sempre acaba por vir. São os traumas positivos resultantes da nossa emigração. E digo positiva porque a nossa experiência foi muito superior e abençoada, comparada à de tantos outros nas mesmas circunstâncias.
Este não é tema que goste particularmente de abordar, porque reconheço haver demasiados generalismos para o meu gosto e eu nunca gostei de moldes.
Naturalmente que, se numas áreas a coisa simplifica-se, noutras voltamos a encontrar os mesmos "buracos" que existiam antes de irmos. Este invariável facto de Portugal se manter igual com o passar do tempo. Muito muda, mas no fundo tudo permanece igual. Para muitos este será um conforto na hora do regresso, para outros nem por isso. Eu ainda não me decidi. Vou demorar um bocadinho a assimilar tudo, combinado?
A verdade é que este país simples e modesto, na cauda da Europa, à beira-mar plantado, tem mil e um deleites para oferecer. O meu primeiro foi ir comprar fruta e legumes. Bom, de momento não temos um supermercado a 4 minutos a pé de casa, em que posso caminhar e trazer as compras fresquinhas aos ombros ou no carrinho de compras. Como eu gosto! Agora dependemos do carro para trazer tudo em sacos de plásticos (oferecidos aos molhos - ainda se usam por cá...) até casa. O voltar a ficar de certa forma dependente, causa-me alguma estranheza e desconforto. Admito. No entanto, não me recordo da última vez que rumei feliz da vida de volta a casa com uma tonelada (quase literal) de fruta e legumes, que me custaram apenas 25 euros!! Estes "pequenos" detalhes servem-me de âncora, no meio de toda esta ondulação. E o feliz que eu fico com tanta cor a entrar frigorífico adentro?
Assim sendo, o meu objectivo nas próximas semanas será encontrar mais âncoras e lançá-las à água. Estou a precisar.
31.10.14
20.10.14
Pão SCD
Esta coisa maravilhosa que tornou os meus pequenos-almoços ainda mais deliciosos. Pão de amêndoa com base na Specific Carbohydrate Diet. Tenho feito de todas as combinações que me passam pela cabeça, até as mais improváveis: espinafres, cenoura ralada, cogumelos, côco, sementes e especiarias diversas, tomate seco, alho, cebola, presunto e por aí fora. UMA-DELÍCIA.
Por aqui, decidimos fazer um blog de culinária e está para breve. Esta e muitas outras receitas hão-de lá estar, prometo.
Post it:
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Um novo amor
Mel, particularmente o "caseiro". Sim, que eu sou fina e não como/posso qualquer um. A piada é mesmo, até há relativamente pouco tempo, ser impensável para mim consumir mel. Arrepiava-me os dentes só de imaginar o sabor. Desde que passou a ser o único tipo de açúcar que me é permitido nesta nova dieta, que aos poucos passou de "besta a bestial". Toma, arruma.
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Saudosista incorrigível
A casa está cada vez mais vazia de conforto e cheia de caixotes. As paredes vazias. Estranho os ecos fáceis, que antes não existiam. Aquele frio de um lugar que vai deixando de ser nosso. Era inevitável: já estou com saudades e ainda não saímos.
23.9.14
16.9.14
11.9.14
Turistas, outra vez.
Voltamos à categoria que nos trouxe a esta incrível cidade. Não há palavras para descrever a imensidão do que temos experienciado, sem recorrer a verdadeiros testamentos, comparações ou evitar gargalhadas e lágrimas. Porque só o Senhor, nosso companheiro de viagem, sabe. Só Ele conhece e pode entender.
Nos desafios que julgávamos intransponíveis, vimos Deus intervir das formas mais improváveis e criativas. Estas mil emoções, todas condensadas em clamor por Ti. Cada bênção, lição ou promessa, perfeitamente impossíveis de verbalizar. O Teu amor imerecido que nos faz amanhecer com a certeza que Tu És Fiel. O coração insuflado de gratidão, daquela que nos curva perante Ti.
Estamos de regresso ao nosso Portugal, que na minha cabeça se assemelha a um velhote rezingão, mas que é como os avós: dá vontade de aparecer para recolher mimos e carinho. Sem certezas nem planos, oramos pelo nosso próximo destino. Na verdade, acabámos por perceber que, nas mãos do Criador, somos um livro em branco.
8.9.14
9.8.14
14.07.2012
Não foi o dia mais feliz da nossa vida {mas um dos}, nem tão pouco o casamento dos nossos sonhos. Não foi um dia descontraído e tranquilo, não havia banda para entreter os convidados {apenas um iPod} e os arranjos florais não pareciam saídos de revistas. Não tivemos nenhuma wedding planner e fizemos praticamente tudo sozinhos. Foi cheio de imprevistos e provavelmente dos casamentos mais low cost que há memória. Não me diverti tanto quanto tencionava e mal toquei em comida. Mal o dia começou já estava a terminar. Se guardo algum arrependimento? De não ter aproveitado melhor este dia único e me ter deixado levar pela correria.
A verdade é que, por mais que este dia tenha sido diferente daquilo que esperava, foi o dia que mudou as nossas vidas! Algo se completa no momento em que Deus abençoa uma união, independentemente das circunstâncias em que o celebramos.
Aquilo que construímos a partir desse dia tem sido infinitamente melhor que o seu começo e, se naquele dia andámos exacerbados, hoje temos o coração cheio de uma felicidade tranquila. Sem correrias e com um melhor aproveitamento das maravilhas que Deus criou em torno do casamento. Sinto-me vingada por aquele dia feliz e estranho, que passou por mim a voar. Deus é tão bom!
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